As rodas de maquinário de armazém e carga recebem a principal carga e são as que se desgastam primeiro. Os pneus de borracha se desgastam pelo concreto e se descamam, as rodas metálicas barulham e riscam o piso, os pneus capturam perfurações por cavacos. Cada substituição é uma parada da empilhadeira ou do carrinho no meio do turno. As rodas de poliuretano TIMOL oferecem resistência ao desgaste várias vezes superior à da borracha padrão, curso silencioso sem danos ao revestimento e total imunidade a perfurações. Vamos analisar onde elas trabalham, em que superam borracha, metal e plástico, e como encomendar a fabricação para o seu maquinário.
Onde trabalham as rodas de poliuretano
As rodas de poliuretano são colocadas em maquinário que se move constantemente sob carga em pisos rígidos. São carrinhos de armazém e carga, equipamentos de transporte de elevação, rolos de transportadores, equipamentos comerciais e de restaurantes, contêineres, equipamentos municipais. O requisito comum a todos esses nós é a combinação de recurso, curso silencioso e preservação do piso.
Em condições de armazém, a roda percorre dezenas de quilômetros por turno em concreto e ladrilho. Aqui o decisivo é o desgaste: o abrasamento do poliuretano pela DIN 53516 é de 38-39 mm³ contra 100 a 200 mm³ da borracha SBR, portanto a roda de poliuretano suporta várias vezes mais percurso. A construção maciça fundida sem câmara elimina o risco de perfurações por cavacos metálicos, vidro ou pedregulho, o que na manufatura acontece constantemente.
O poliuretano não teme óleos, ácidos fracos e umidade, não corrói e não deixa marcas no revestimento. A manutenção resume-se à limpeza de sujeira. O sortimento completo de rodas e rolos está disponível no catálogo de peças de poliuretano.
Em que o poliuretano supera borracha, metal e plástico
O poliuretano supera os materiais clássicos pelo conjunto de propriedades, e não por uma única característica. A borracha é barata, mas se desgasta rapidamente e envelhece. O metal é resistente, mas pesado, barulhento e corrói. O plástico rígido é resistente ao desgaste, mas frágil ao impacto. O poliuretano corrige os pontos fracos de cada um deles.
Contra a borracha SBR, o poliuretano vence no abrasamento (38-39 mm³ contra 100-200 mm³) e resistência à tração (39-87 MPa contra 8-20 MPa), portanto o aro não se esmigalha. Contra o metal, ele é 6 a 7 vezes mais leve (densidade 1,05-1,25 g/cm³ contra 7,7-7,9 g/cm³ do aço), mais silencioso e não enferruja. Contra a caprolona, o poliuretano vence em elasticidade: a caprolona tem elasticidade de retorno de 5-15% e racha ao impacto, enquanto o poliuretano com elasticidade de retorno de 34-61% absorve o impacto e recupera a forma. O UHMW-PE tem o menor abrasamento (15-30 mm³), mas flui sob carga e não é elástico, portanto como banda de rodagem da roda perde para o poliuretano.
Tabela comparativa de materiais de roda
| Material | Abrasamento DIN 53516, mm³ | Temp. de trabalho, °C | Densidade, g/cm³ | Resistência à tração, MPa | Elasticidade de retorno, % |
|---|---|---|---|---|---|
| Poliuretano TIMOL | 38-39 | -60…+100 | 1,05-1,25 | 39-87 | 34-61 |
| Borracha NBR | 80-150 | -30…+100 | 1,00-1,30 | 10-25 | 20-45 |
| Borracha SBR | 100-200 | -40…+80 | 0,94-1,10 | 8-20 | 30-55 |
| Caprolona PA6/PA66 | 30-90 | -40…+100 | 1,13-1,15 | 60-85 | 5-15 |
| UHMW-PE | 15-30 | -200…+80 | 0,93-0,95 | 17-45 | 5-10 |
A tabela explica a escolha dos engenheiros: o poliuretano tem o menor abrasamento entre os elastômeros (38-39 mm³) e ao mesmo tempo mantém alta elasticidade (34-61%), que a caprolona e o UHMW-PE não possuem. É por isso que em nós móveis com carga, a roda de poliuretano tanto dura muito quanto rola suavemente, sem transmitir impactos para a estrutura.
Dica do engenheiro: selecione a dureza da roda de acordo com o revestimento, e não ao acaso. Para concreto de armazém liso, o poliuretano rígido de 65 a 70 Shore D oferece a menor resistência ao rolamento e o desgaste mais lento. Para maquinário que transpõe juntas de lajes, soleiras e irregularidades, a marca mais macia de 85 a 95 Shore A amortece melhor e absorve o impacto. E sempre deixe uma reserva na espessura da camada de poliuretano para carga pesada, para que ela não se comprima até o cubo.
Como selecionar a roda para o maquinário
A seleção começa pelas condições de trabalho: tipo de revestimento, natureza e magnitude da carga, regime de movimento, ambiente. Esses fatores determinam a dureza do poliuretano, sua formulação e a espessura de camada necessária. Maquinário mais leve em piso liso e uma empilhadeira pesada em revestimento irregular precisam de rodas diferentes.
Em seguida define-se a geometria: diâmetro da roda, largura da banda de rodagem, tipo de cubo e assento para eixo ou rolamento. Um diâmetro maior melhora a passagem por irregularidades e reduz o esforço de empurrão; uma banda mais larga reduz a pressão sobre o revestimento. A camada de poliuretano é vazada diretamente sobre o cubo, portanto a roda sai não desmontável, sem risco de desprendimento da bandagem sob carga.
A montagem correta é tão importante quanto a escolha do material. A folga no assento do rolamento desgasta o eixo mais rapidamente do que o próprio poliuretano se desgasta, portanto a geometria do assento é mantida com precisão. As recomendações técnicas de seleção e montagem estão reunidas na seção informações de referência.
Fabricação de rodas sob encomenda
Rodas de tamanhos não padrão são fabricadas por vazamento livre por desenho ou amostra. São especificados o diâmetro, a largura, a dureza, o tipo de cubo e o assento, após o que os tecnólogos selecionam a formulação e vazam o poliuretano no molde. Assim se reproduzem até tamanhos raros ou descontinuados, para os quais é difícil encontrar um substituto pronto.
A fábrica também restaura rodas desgastadas: o cubo metálico é preservado, a camada de poliuretano antiga é removida e uma nova é vazada. Isso é mais barato que uma roda nova e devolve à peça o recurso completo. O volume do pedido é flexível, de uma peça para reparo a partidas em série para frota de maquinário.
Para encomendar rodas para o seu maquinário ou confirmar a restauração, entre em contato pelos contatos da fábrica TIMOL. Os engenheiros ajudarão a selecionar a dureza, a formulação e a geometria de acordo com as cargas e organizarão a fabricação.
