Um rolete de transportador que se desgasta contra o fluxo abrasivo em poucas semanas para toda a linha, pois um único conjunto desgastado compromete o cronograma de transporte. A banda de borracha esfarela e deixa marca, a metálica faz barulho e transmite vibração ao chassi. O rolete de poliuretano combina rolagem silenciosa com uma vida útil várias vezes superior à borracha e trabalha em contato com óleo e água. A seguir analiso onde exatamente ficam os roletes de poliuretano, em que superam a borracha e o aço e como encomendar a fabricação na medida desejada.

Onde os roletes de poliuretano ficam na linha?

Os roletes de poliuretano trabalham onde ao mesmo tempo importam resistência ao desgaste, rolagem silenciosa e contato cuidadoso com o material. São instalados em sistemas transportadores, conjuntos de laminação e de suporte, guias de linhas de transporte, mecanismos de pressão de equipamentos de embalagem e de artes gráficas. Em cada um desses conjuntos o rolete conduz o material por uma trajetória definida, ou o pressiona, ou sustenta a esteira sob carga.

O tipo de rolete define a sua função. Os roletes guias definem a trajetória de movimento da esteira ou da peça, os de transporte carregam a carga principal do fluxo, os de laminação conformam e pressionam o material, os de apoio sustentam o peso da estrutura. Para cada função seleciona-se a dureza do poliuretano e a geometria: largura da banda, diâmetro, presença de canaletas ou flanges.

O rolete é fabricado maciço ou como camada de poliuretano sobre eixo ou cubo metálico com alojamentos de rolamento. A segunda opção permite recuperar o conjunto por novo revestimento, sem trocar a base metálica cara. Justamente por isso os roletes de poliuretano são vantajosos em linhas de trabalho intenso, onde as substituições são frequentes.

A espessura da camada de poliuretano é um compromisso entre vida útil e rigidez. Uma camada mais espessa dura mais no abrasivo e absorve melhor os impactos, mas deforma mais sob carga pontual. Uma camada mais fina mantém a geometria com mais precisão, porém se desgasta mais rápido até o metal. A espessura ideal o tecnólogo define conforme a carga e a velocidade da linha, para que o rolete não bata na rotação de trabalho e tenha reserva de desgaste até o próximo revestimento.

Em que o poliuretano supera borracha, aço e polietileno?

O poliuretano TIMOL oferece resistência ao desgaste várias vezes superior à borracha, conservando elasticidade na faixa de -60 a +100 °C. Isso significa que o rolete serve muito mais que o de borracha no mesmo fluxo abrasivo e não perde propriedades nem no frio, nem numa oficina quente. A borracha endurece no frio e, sob ação de óleos e ozônio, envelhece rápido.

Em comparação com o aço, o rolete de poliuretano é mais leve, não corrói e absorve os impactos em vez de transmiti-los ao chassi e aos rolamentos. O rolete de aço é mais resistente à ruptura, mas faz barulho, danifica a superfície de contato do material e acelera o desgaste dos apoios por vibração. Para linhas onde importa a qualidade da superfície do produto, o metal muitas vezes é simplesmente inaceitável.

O polietileno de altíssimo peso molecular (UHMW-PE) tem baixo atrito e boa resistência abrasiva, mas quase não é elástico (resiliência 5-10 %) e deforma sob carga prolongada. Onde o rolete precisa absorver impactos e manter a forma sob pressão, o poliuretano supera pela combinação de elasticidade e resistência ao desgaste.

Vale falar à parte sobre ruído e vibração. O rolete é um conjunto que gira constantemente, por isso qualquer desbalanceamento ou rigidez do material se converte em zumbido e carga sobre os rolamentos. A camada de poliuretano funciona como amortecedor: absorve os pequenos impactos das juntas da esteira ou das irregularidades da peça e não os transmite ao eixo. Em linhas ruidosas a substituição de roletes metálicos ou de plástico rígido por roletes de poliuretano reduz de forma perceptível o nível de ruído e prolonga a vida útil dos apoios, pois os rolamentos deixam de trabalhar sob vibração constante.

Dica do engenheiro: para roletes que entram em contato com o produto acabado (papel, filme, metal polido), use um poliuretano mais macio, que distribui a pressão de forma uniforme e não deixa marcas. Para fluxos abrasivos de minério ou grãos escolha marcas duras mas elásticas de 80-95 Shore A. Se o rolete gira em alta velocidade, verifique separadamente o balanceamento e o assentamento da banda: o desbalanceamento em velocidade destrói rapidamente os rolamentos.

Tabela comparativa das características dos roletes

Os valores apresentados foram retirados de manuais de engenharia padrão (DIN 53516, ISO 4649, Matweb) e mostram a diferença na vida útil dos roletes nas mesmas condições.

IndicadorPoliuretano (TIMOL)Borracha SBRUHMW-PEAço estrutural
Desgaste (DIN 53516), mm³38-39100-20015-30sem dados
Temperatura de operação, °C-60…+100-40…+80-200…+80-40…+500
Dureza85A-95A40A - 80A60D - 70D120-250 HB
Resistência à ruptura, MPa39-878-2017-45370-700
Resiliência ao impacto, %34-6130-555-10sem dados

O poliuretano e o UHMW-PE são próximos em desgaste (20-45 contra 15-30 mm³), mas o que decide é a resiliência ao impacto: 34-61 % no poliuretano contra 5-10 % no polietileno. É justamente a elasticidade que permite ao rolete de poliuretano absorver impactos, manter a forma sob carga e trabalhar onde o polietileno rígido escorre. Contra a borracha SBR o poliuretano vence tanto no desgaste (3 a 5 vezes menor) quanto na resistência à ruptura, por isso a vida útil do rolete cresce muitas vezes.

Como se fabricam roletes na medida do cliente

A fabricação do rolete começa com o desenho ou a amostra: o tecnólogo define o diâmetro, a largura, o tipo de encaixe e seleciona a dureza do poliuretano conforme o caráter da carga. Para revestir um eixo metálico, a superfície é limpa, desengordurada, jateada e recebe uma camada de adesivo, da qual depende a resistência da união do poliuretano ao metal.

A camada de poliuretano é fundida pelo método de fundição livre num molde com o perfil necessário. O método permite formar canaletas, flanges e caneluras diretamente no rolete, além de obter bandas de larguras diferentes sem alta pressão. Após a polimerização o rolete é usinado até a geometria exata e o balanceamento, para garantir rolagem uniforme sem desbalanceamento na velocidade de trabalho.

Atenção especial é dada ao conjunto do rolamento. O rolete é fabricado para um tipo específico de rolamento e encaixe, e a camada de poliuretano é vertida de modo a não obstruir os canais de lubrificação nem prejudicar a dissipação de calor. O superaquecimento do apoio é uma causa frequente de falha dos roletes em linhas rápidas, por isso a geometria é acordada não só pelo diâmetro externo, mas também pelo conjunto interno.

As soluções prontas e as dimensões padrão estão reunidas no catálogo de peças de poliuretano, e mais detalhes sobre o material e a tecnologia de fundição você lê na seção de informações de referência. Se o rolete necessário não estiver disponível, ele é fabricado conforme a sua tarefa.

Como encomendar roletes de poliuretano

Para o pedido, forneça o desenho ou um rolete desgastado como amostra, indique o diâmetro, a largura, o tipo e o tamanho do encaixe do eixo ou rolamento e descreva as condições de trabalho: carga, velocidade da linha, tipo de material que rola, temperatura e presença de óleos. O tecnólogo mede as dimensões, seleciona a dureza do poliuretano e calcula a geometria para o seu conjunto.

Os roletes são fabricados por unidade e em série, e conjuntos desgastados com a base metálica íntegra são recuperados por novo revestimento. Para o cálculo de prazos e custo, entre em contato pelos contatos da fábrica TIMOL: os especialistas selecionarão o material, calcularão o ferramental e fabricarão os roletes exatamente para as condições da sua linha.