Na produção de celulose e papel, o desgaste das partes dos elevadores é um problema: as caçambas são perfuradas por abrasivos, o metal enferruja e a borracha se desgasta em poucos meses. Cada parada de emergência do elevador resulta em perda de produção e custos imprevistos. As caçambas de poliuretano resolvem esse problema: neste artigo, discutiremos por que elas funcionam melhor, quais partes devem ser substituídas e o que esperar da substituição.

Por que o poliuretano é o material ideal para caçambas elevatórias na indústria de celulose e papel

As caçambas elevatórias de poliuretano duram 10 vezes mais que as de borracha e superam radicalmente o aço em resistência ao desgaste hidrabrasivo. No transporte de cavacos de madeira, celulose úmida ou calcário, as caçambas estão em contato constante com massas abrasivas e impactos de corpos estranhos. Devido à sua elasticidade (resiliência de 35-65%), o poliuretano absorve a energia do abrasivo, impedindo que o material penetre na espessura da caçamba e não teme sobrecargas de impacto de curta duração.

A faixa de temperatura de trabalho do poliuretano, de -60 a +100 °C, permite que não haja preocupação com a alteração das propriedades do material nem no inverno, nem com a entrada de fluxos quentes. A ausência de corrosão é outra vantagem chave: as caçambas não formam depósitos de ferrugem, não contaminam o produto e não requerem tratamento anticorrosivo regular. Enquanto a borracha SBR tem um desgaste de 100-200 mm3 (DIN 53516), para o poliuretano esse índice é de apenas 20-45 mm3, ou seja, a durabilidade é de 4 a 10 vezes maior que as melhores soluções de borracha.

O uso de poliuretano em partes com alto teor de umidade e reagentes também é justificado devido à sua resistência a ambientes agressivos, comuns na produção de papel. O material não incha, não absorve umidade e não perde resistência mesmo em condições adversas de operação prolongada.

Quais partes e componentes devem ser substituídos por poliuretano

Primeiramente, as caçambas elevatórias de poliuretano devem ser instaladas em elevadores que transportam, além de cavacos de madeira, calcário, resíduos de trituração, cinzas, giz e outras misturas soltas e semiúmidas. Essas linhas sofrem o maior desgaste, especialmente em áreas onde a borracha dura apenas alguns meses e o metal sofre constantemente com a umidade e a corrosão.

É também aconselhável substituir raspadores, revestimentos de calhas, vedações e juntas, pois também operam em contato com fibras úmidas, abrasivos e reagentes quimicamente ativos. A substituição desses elementos por poliuretano (considerando a parte dura da faixa Shore A para áreas abrasivas, 80-95 Shore A) permite minimizar paradas não planejadas e reduzir a frequência de reparos de emergência.

É importante que as caçambas de poliuretano possam ser fabricadas para qualquer fixação padrão ou personalizada, com furos para parafusos ou outras opções de fixação. Isso simplifica a implementação de modernizações mesmo em linhas de elevadores antigas sem complexas modificações na estrutura.

Conselho de engenharia: Para caçambas elevatórias que operam com massas abrasivas, escolha poliuretano com dureza de 80-95 Shore A. Este é o equilíbrio ideal entre elasticidade e resistência ao desgaste. A espessura da parede da caçamba deve corresponder à natureza da carga e à velocidade do elevador. A preparação dos furos de montagem e a fixação correta são críticas para a segurança do componente.

Tabela comparativa: poliuretano, borracha, aço

PropriedadePoliuretano (TIMOL)Borracha SBRAço carbono
Resistência ao desgaste (DIN 53516)20-45 mm3100-200 mm3,
Resistência ao desgaste vs borracha10 vezes maior,,
Temperatura de trabalho-60…+100 °C-40…80 °C-40…500 °C
Densidade1.05-1.25 g/cm30.94-1.1 g/cm37.7-7.9 g/cm3
Resistência à tração25-60 MPa8-20 MPa370-700 MPa
Dureza50 Shore A-70 Shore D40A-80A120-250 HB
Elasticidade de ressalto35-65%30-55%,
Resistência à corrosãoAltaMédiaBaixa
PesoLeveLevePesado
Nível de ruídoBaixoBaixoAlto

Como o poliuretano afeta a durabilidade e a manutenção dos componentes dos elevadores

A substituição das caçambas dos elevadores por poliuretano permite aumentar significativamente o intervalo entre manutenções. O poliuretano elástico não racha sob impacto, mesmo que um objeto estranho entre no fluxo, a caçamba não se quebra, apenas se deforma e retorna à forma original. Devido à baixa densidade (1.05-1.25 g/cm3), a caçamba de poliuretano é cerca de 7 vezes mais leve que a de aço, o que reduz a carga sobre os elementos de tração, o redutor e os rolamentos do elevador, prolongando assim a vida útil de todo o componente.

Outra vantagem é o desgaste uniforme em toda a superfície de trabalho. Ao contrário do aço, que pode lascar, o poliuretano desgasta-se gradualmente, não formando bordas afiadas e não se rompendo de repente. Isso permite planejar a substituição dos componentes de acordo com um cronograma, em vez de esperar por uma situação de emergência. Além disso, o poliuretano não afeta a qualidade do produto, pois não há partículas enferrujadas ou escamas no fluxo, como acontece com as caçambas de metal.

A operação prolongada em ambientes agressivos (polpas alcalinas, ácidas, úmidas) também não leva à perda de resistência ou elasticidade. Isso é especialmente valioso para empresas de celulose e papel, onde a composição da matéria-prima e dos reagentes muda a cada turno.

Características da fabricação e seleção de caçambas de poliuretano

As caçambas elevatórias de poliuretano são fabricadas pelo método de moldagem por vazamento livre, que permite obter peças de formas complexas, com zonas reforçadas e diferentes espessuras de parede. Para elevadores padrão, são usados perfis típicos, mas na prática muitas vezes é necessário um produto conforme o desenho do cliente ou considerando a geometria dos locais de montagem existentes.

A escolha da dureza é um ponto crítico: para ambientes abrasivos e úmidos, é aconselhável escolher 80-95 Shore A, que proporciona o melhor compromisso entre elasticidade e resistência ao desgaste. Poliuretanos muito rígidos (Shore D) não são adequados para abrasivos, pois perdem a capacidade de absorver impactos, enquanto os muito macios se desgastam mais rapidamente. Para componentes que operam sob pressão ou onde a estabilidade geométrica é importante, pode-se optar por marcas mais duras dentro da faixa até 70 Shore D.

No processo de fabricação, é importante organizar corretamente a preparação das superfícies de montagem para garantir um ajuste preciso e evitar desalinhamentos. Uma fixação de qualidade é a chave para a segurança e durabilidade do componente. A fábrica TIMOL fabrica caçambas elevatórias tanto em tamanhos padrão quanto conforme desenho/amostra, permitindo a implementação do poliuretano em qualquer linha existente sem mudanças complexas na construção.

Instalação, manutenção e reparabilidade das caçambas de poliuretano

A instalação das caçambas de poliuretano não requer modificação do elevador: a montagem é feita nos locais de montagem padrão, usando fixações típicas. Para a substituição, basta remover a caçamba antiga, limpar o local de montagem, verificar a integridade dos parafusos e instalar o novo produto. Graças à geometria precisa e à alta elasticidade, a montagem é rápida, sem ajustes.

A manutenção consiste em inspeções visuais regulares do desgaste e verificação das fixações. A maioria dos danos ocorre gradualmente, permitindo planejar a substituição com antecedência. Uma vantagem especial do poliuretano é a reparabilidade: em caso de dano localizado, a peça pode ser substituída individualmente, sem desmontar toda a linha. Se necessário, a fábrica pode fabricar um novo produto conforme amostra ou desenho do cliente.

Mais informações sobre a tecnologia de moldagem de poliuretano e as propriedades do material podem ser encontradas na seção de informações de referência e na seção especializada «Indústria de Celulose e Papel».

Efeito prático da implementação de caçambas de poliuretano na indústria de celulose e papel

A implementação de caçambas elevatórias de poliuretano permite que as empresas da indústria de celulose e papel reduzam o número de paradas de emergência, diminuam os custos com peças de reposição e aumentem a confiabilidade geral dos componentes dos elevadores. A redução do peso das peças diminui a carga sobre os motores elétricos, rolamentos e elementos de tração, e a alta resistência ao desgaste (20-45 mm3 conforme DIN 53516) garante uma vida útil estável em condições difíceis de operação.

A empresa obtém um funcionamento previsível do elevador, desgaste uniforme sem falhas repentinas e um mecanismo simples de pedido, bastando fornecer um desenho ou amostra da peça. Toda a logística é organizada sem intermediários, e os tecnólogos ajudam a escolher a dureza e a construção ideais da caçamba para suas condições específicas.

Para consulta, cálculo ou pedido de caçambas elevatórias de poliuretano, entre em contato com a fábrica TIMOL através da página do catálogo ou contatos. Nós encontraremos a solução para sua linha e garantiremos o funcionamento a longo prazo do equipamento.